Exposição “Emotional Landscapes” – Leiria mIiImo Museu da Imagem em Movimento, 3 Junho a 20 de Agosto 2017

“Emotional Landscapes” é um projecto fotográfico que aborda vivências humanas no enquadramento urbano da cidade de Nova Iorque ao longo de duas décadas, desde o inicio dos anos 90 até hoje.

Tenta documentar ao longo deste tempo, o lado humano , as rotinas no espaço e no dia a dia de uma cidade presente naquele que é também um universo que extravasa para o imaginário cinematográfico e literário colectivo.

É um trabalho que vai buscar à perspectiva humana a verticalidade esmagadora do espaço, procurando na aleatoriedade do registo fotográfico, sem guião, não calculado , o imprevisto e o real  a verdade de um quotidiano que é afinal igual a tantas outras cidades e geografias .

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Exposição “Mosaicografia” – Porto Alegre (RS-Brasil) , 9 a 20 de Novembro 2016

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“Mais de 400 fotos dispostas em 20 painéis de nove metros cada vão compor a exposição Mosaicografia, que será apresentada no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico da capital gaúcha, de 9 a 20 de novembro. O projeto reúne fotógrafos de diversas partes do Brasil e do mundo, e pretende tornar a fotografia mais acessível ao público. Esse foi o motivo da escolha do local onde a exposição será realizada, onde circulam mais de 200 mil pessoas diariamente. Como acontece ao ar livre, a Mosaicografia pode ser conferida a qualquer momento do dia, ficando aberta à visitação 24 horas.”

Exposição “See Through” LISBOA e COMPORTA (8,9 de Julho a 22 de Agosto)

Exposição Vintage Department - Mahogany Wall Lisboa“See trough”

Vemos a realidade por um mundo de reflexos , orifícios, aberturas ou frinchas.

Através de um vidro, invertida num espelho ou num embaciado impressionista .

Na curvatura de uma garrafa, entre uma construção ou o seu oposto

Na superfície da água parada de um lago ou de uma simples poça .

Do ar, ou no irreal de camadas de papel que se esboroam, coloridas , sem sentido.

Pelo olho , sem macula, ou pelas lentes que o corrigem.

E ainda o pretendemos registar ou simplesmente comunicar, usando outras, as da câmara fotográfica ou mais prosaicamente do telemóvel .

E vemos também, cada um, um mundo, por lentes alheias nos ecrãs que escolhemos e nos seduzem.

E apesar disso, fica ainda, o convencimento de que o que vemos é um registo incontestável do real.

A fotógrafa americana Diane Arbus dizia da fotografia que “é um segredo sobre um segredo, quanto mais te mostra menos te conta” e o também americano e fotografo Ansel Adams , que “ não fazemos uma foto apenas com uma câmara ; ao acto de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos “.

Fotografando ou não, não vemos portanto; simplesmente .

Vemos, mesmo que despidos de todos os artefactos, no meio do mais profundo dos desertos, depurados de tudo, no mínimo, através de nós próprios transparência ou densidade, miragem ou real, utopia ou pragmatismo, mas sempre “através de”.

É este olhar – pessoal , como são todos os olhares – sobre nós próprios, sobre o mundo, e nada mais, o maior desafio de “See through” .

Luís Pereira, Julho de 2016

http://www.luispereiraphotography.com

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Exposição : “Convergências” 22 de Outubro 2015

CONVERGÊNCIAS

Por definição meteorológica, “zona de convergência” é uma zona do globo onde duas ou mais correntes de ar confluem e interagem”.

Uma dessas zonas, a Intertropical, ocupa geograficamente toda uma faixa do globo terrestre situada entre os trópicos de Câncer e de Capricórneo com o Equador como linha equidistante e de referência. Circundando toda a Terra, é onde os ventos alíseos do hemisfério norte se encontram com os do hemisfério sul, formando uma faixa de massas irregulares, de ar de baixa pressão ascendente, correntes de ar quente e húmido que confluem nessa região do planeta.

Do ponto de vista humano e criativo é também ela uma região do globo em permanente ebulição, e, com a Globalização, uma imensa Zona Tórrida, outra sua designação, onde se fundem culturas e tendências, num cadinho criativo permanentemente mantido a uma temperatura constante, com chuvas frequentes, e, assim, tão exuberante como as suas florestas nativas e paraísos ainda intocáveis, ou em concentrado crescendo sob a forma de gigantescos aglomerados de betão.

Quem traçar uma rota de viagem de Lisboa para além dos trópicos, ou à sua latitude, tem pois de contar com esta zona de instabilidade, de grandes ventos, perigosas e poderosas formações nebulosas ou com iguais e prolongadas calmarias.

Essas viagens rumo a Sul, e o seu inverso, continuam hoje a ser cumpridas diária e replicadamente pela aviação comercial, embora o imaginário que perdure no nosso espírito de marinheiros com um pé na terra sejam as partidas românticas por mar, desde o Tejo, vindo a desaguar na costa próxima de África, para cá e para lá do Amazonas, de outros rios mais ao sul da América, ou até aos que se diluem noutros oceanos como o Índico, ou mesmo, na latitude oposta, mergulhando no Pacífico.

É o olhar sobre uma viagem imaginária e errante, porém não menos real, que partilho com imagens actuais na maioria, mas indo em alguns casos pontuais até mais atrás, ao “tempo do analógico”, em busca de mutações, que nalguns casos têm tanto de fulgurante como de efémeras, tal como os ciclos económicos impostos ou os regimes instalados naqueles países.

É, portanto, uma viagem no espaço e no tempo. Mas as imagens aqui presentes podiam ter sido recolhidas num só dia . Os contrastes e as realidades do presente, redundantemente reais e actuais, são cada cada vez mais permanentes, cavados e extremados, bastando por vezes percorrer por terra escassos quilómetros para nos transportarmos do marasmo absoluto ao turbilhão da mais avassaladora e perfeita das tempestades.

E não é só em termos climáticos que vamos incrementando esses fenómenos num sistema que é dinâmico e composto por pequenos detalhes mas que se potencia no bater de asas de uma borboleta.

Luís Pereira, Outubro de 2015